História
do Fundador
A vida e a morte do nosso fundador, o Beato Teodoro de
Celles:
Teodoro nasceu em 1166, em Celles na Bélgica. Estudou
em Liége, e seguiu o Bispo Radulphus de Zaeringen, na
cruzada para a Terra Santa; foi em 1189. Em 1192 o Bispo São
Alberto de Louvaina o ordenou presbítero na Catedral de
Reims na França.
Em 1210, Teodoro recebeu do Bispo de Liége, Hugo, a
Capelinha de São Teobaldo, fora dos muros de Huy, à
beira do rio Mosa; aí começa com quatro companheiros
uma vida comunitária, seguindo o modelo dos primeiros
cristãos (At 2,42-47) e a Regra de Santo Agostinho.
Aí vivia o seu ideal de "Vida Apostólica",
ano após ano. O nosso confrade Henri van Rooyen no seu
livro "Theodorus van Celles" (Cuyk - 1936) nos descreve
o dia da morte de Teodoro. "Assim chegou o fim de sua vida
em 1236. Russelius - um historiador Crúzio da Idade Média
- não nos conta se a doença prolongou-se muito.
Uma febre intensiva o fez sofrer, levo-o à morte".
Os irmãos de Clairlieu entenderam a situação,
e o mais achegado a Teodoro, Pedro de Walcourt, conversou com ele. Não foi difícil, pois o Teodoro considerou
uma "Boa-Nova" que a sua passagem - Páscoa -
para a vida eterna estaria eminente. Pediu que todos os irmãos
se juntassem a seu redor. Falou poucas palavras, as únicas
que nos transmitiram da sua vida. "Vou ao caminho de todo
ser humano, vou voltar ao meu Criador. Ardentemente desejo deixar
o mundo e unir mais intimamente com Cristo. Vigiai, porque não
sabeis quando o Senhor virá. Todos devemos beber o cálice
da morte, alguns mais cedo, outros mais tarde. Já quando
nascemos estamos a caminho para este momento da morte; a Passagem.
Vocês sabem que deixei de promover a vida comunitária
e conventual. Deus permita que esteja gravado no seu coração.
Prometo-lhes que apesar da minha pequenez - intercederei por
vocês e pedirei a Deus que os amadureçam em humanidade,
e que nossa comunidade."
Depois pediu que os Irmãos fizessem uma fila e a cada
deu o sinal da cruz na testa e um abraço de paz. Quando
todos passaram, olhou pensando naqueles que estavam ausentes
em missão, para o sul da França e para a Terra
Santa. Disse: "Saudai os irmãos ausentes com minhas
próprias palavras."
Fizeram uma procissão para a Capela em procura do Santo
Óleo dos Enfermos e da Santa Comunhão, com uma
vela acesa na mão: o círculo das velas acesas do
Irmãos dava uma intimidade profunda a este momento. Assim
foi ungido, e se preparou para a última viagem definitiva.
Os Irmãos estavam impressionados pela alegria que Teodoro
irradiava. Todavia chegou a sua hora, a hora do Senhor, a luz eterna, a coroa da glória.
Sempre foi alguém de alegria, confiante e otimista, que
amava tudo da vida; sabendo que a morte é a condição
necessária para ficar mais perto do Senhor, na alegria
plena e definitiva.
Pela última vez olhou ao céu, depois fechou
os olhos; descansou "no Senhor".
Foi numa Segunda-feira, 18 de Agosto do ano de 1236.
"Beato Teodoro, fundador da nossa Ordem interceda por
nós."