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História do Fundador

 História da Ordem

 

A Ordem da Santa Cruz recebeu o Dom da evangelização.

A evangelização que é a missão da Igreja nos dias de hoje, no fim do segundo e no início do terceiro milênio. Ela é chamada a ser uma parábola viva do Reino de Deus no meio da Igreja e assim no meio do mundo. Ela se sente em casa nesta missão, pois já nasceu no meio de um período da história que se caracterizou por um surto de renovação evangélica, no século XIII.
Concretamente foi um pequeno grupo em redor da figura inspiradora do Beato Teodoro de Celles que acolheu a semente do Evangelho e começou a vivê-lo numa maneira radical.

O Crúzio

Homem escolhido dentro os homens, vive com os demais como irmãos. É chamado para o serviço de Cristo do povo; procura realizar a perfeita caridade na comunidade; anuncia a todos uma mensagem de alegria e coragem.

Histórico

Em torno de 1200, após o fracasso da renovação do modo de viver dos Cônegos da Catedral de Liége, o Teodoro, um homem jovem, piedoso e decidido se retirou com mais quatro companheiros.

St. Agatha à Cuijk, circa 1600

Eles iniciaram uma nova comunidade de religiosos num casebre ao lado de uma capelinha, situada um pouco fora do muro que cercava a cidade de Huy, à beira do Rio Mosa, nos Países Baixos, hoje Bélgica.

Para a sua vida comunitária, escolheram a Regra de Santo Agostinho. Pois nesta Regra eles sentiram e experimentaram a vida nova, a primavera dos primeiros cristãos da Igreja primitiva dos apóstolos. Eles se chamavam "Irmãos Da Ordem Da Santa Cruz."

IRMÃOS: Porque esta era a palavra comum entre os primeiros cristãos que tinha para Teodoro e seus quatro companheiros o gosto da antiga simplicidade, era uma palavra cheia de amor e de alegria.

Ordem da Santa Cruz: Aderir, adorar e proclamar um crucificado que era um escândalo para os Judeus, uma loucura para os pagãos, mas para os cristãos força e sabedoria de Deus. (1Cor. 1,24)

Por três motivos:

1 - A Cruz é uma lembrança permanente para os irmãos, e vivem e lutam sob a direção de Jesus, o crucificado, e somente Dele receberão a recompensa.

2 - os irmãos seguem em todas as circunstâncias a este Jesus crucificado e vitorioso, sempre prontos para abraçar a Cruz nos trabalhos e na oração, no sofrimento e na perseguição, na incompreensão, mesmo significando martírio e morte.

3 - os irmãos contemplam sempre Jesus crucificado, o vitorioso, que é o autor da Fé, e aumenta a nossa Fé. Por isso os irmãos procuram dar uma expressão viva de Cristo na própria vida e na dos outros, seja em pensamentos e palavras, seja nos trabalhos no meio dos homens.
 Assim Teodoro e seus companheiros estavam tocados e atingidos pelo inefável Mistério da Cruz, que nada menos é do que: o insondável mistério do Amor divino para conosco, pecadores. Um Amor declarado sem recuo até a morte na Cruz. Onde está o mérito dos homens? Só pode ser Graça. Que alegria! Que maravilha!

Realmente a salvação da humanidade é esta: em todas es circunstâncias da vida saber e sentir-se amado por Deus, apesar de tudo; e por isso deixar-se levar pelas asas da Fé nesse Deus vivo e atuante; a amar o próximo construindo juntos a comunidade do Reino de Deus.

Os Irmãos da Santa Cruz estavam realmente maravilhados, perplexos, e ao mesmo tempo entusiasmados diante de tão grande amor divino, um amor continuado sem recuo até a Cruz, sendo a Ressurreição, Vida vitoriosa junto a Deus Pai e Presença animadora no meio da comunidade, reunida pelo Espírito Santo. Daí a alegria que marca profundamente a vida dos Irmãos da Santa Cruz.

No início os Irmãos não nenhum escrito que regulamentava a sua vida, a não ser o Evangelho e a Regra de Santo Agostinho. Para Teodoro era suficiente; talvez nem tivesse a intenção de fundar uma nova Ordem.

Mas quando ele chegou a falecer em 1236, o seu sucessor e companheiro desde o princípio, Pedro de Walcourt, tomou providências para ganhar a devida provação de Roma, todavia uma Vida Religiosa tão bonita, não podia desaparecer da História. Sendo assim ele escreveu as Constituições; e a aprovação oficial veio em 1248.

A partir de lá os Irmãos se espalharam por toda a Bélgica, Holanda, Alemanha, França e Inglaterra.

Depois de uma história agitada durante sete séculos, a Ordem da Santa Cruz aceitou ser enviada para as Igrejas novas em outros Continentes. Desta maneira começaram com alegria e coragem nos Estados Unidos, no Congo, na Indonésia, e a partir de 1934, no Brasil, portanto 65 anos.

Os Crúzios chegaram a Belém do Pará, no ano de 1934. Os primeiros anos foram dolorosos; uma epidemia de malária causou a morte de muita gente, entre elas, dois Padres Crúzios (ainda novos). Morreram como verdadeiros Crúzios, no meio da luta e do trabalho. Só mesmo a forte Fé, Dom de Deus, ao lado de uma confiança ilimitada no futuro desta terra, impediu que eles desistissem do Brasil.

Em 1948, os Crúzios foram enviados ás terras atraentes de Minas Gerais. É nesta terra da Santa Cruz que os "Irmãos da Santa Cruz" querem ser "sal que dá gosto à vida". Sempre é atual e novo o Evangelho de Jesus Cristo. Mais do que nunca é atual a presença de Jesus, o crucificado - vitorioso; pois ele é o único libertador de tudo que oprime o homem de hoje. Jesus crucificado continua "escândalo para os Judeus, loucura para os pagãos; mas para nós Força e Sabedoria de Deus". E outra vez a palavra "Irmãos" tem o gosto da antiga simplicidade dos primeiros cristãos; uma palavra cheia de amor e de alegria, expressando, de modo feliz, o Espírito Comunitário Dos Crúzios.

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